terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Adeus (Tristeza) 2013

Maior do que qualquer discurso politico, promessa de amor não cumprida, o sonho de um "Futuro" consegue tornar-se, por vezes, o maior dos males. Talvez de braço dado com a esperança tão "esmurrada" em 2013.

Não, este não é mais um discurso derrotista de um recém-licenciado em vésperas de ano novo. Afinal desistir é dar a vitória ao ódio, ao medo, à dor,  à desilusão "barata" e eu ainda quero voltar a cheirar jornais nos quais escrevi. Nem que de apenas breves se tratem os meus textos. 

E ainda há o palco... mas isso são outros "carnavais".

Estou cheio de "Para quê?", "Deixa lá", "Logo se vê". Não suporto mais ouvir "isto está mau", principalmente quando sou eu a dizê-lo. Vivemos tempos de rotura, mas há que trocar este disco que parece "riscado". 

Se tivesse que escolher a banda sonora para este meu 2013, escolheria Adeus Tristeza de Fernando Tordo. No final de contas o poema original do grande Ary dos Santos, é um espelho do que muitos sentiram este ano. A crua, formigante e imortal escrita de Ary fez deste tema uma obra sem dono. Ele é ,hoje, de todos aqueles que o cantem e sobretudo de todos os que o sentem, vivem. E é por isso que com mais ou menos letra, coladas ou não ao original, as versões somam-se. 

Para 2014 apenas quero estar o mais forte, saudável e confiante possível para enfrentar o que aí vem. Quero dizer Adeus à tristeza e apenas lembrar-me das conquistas, alegrias, dos sorrisos, amores, das tardes solarengas e "banhos de lua" que também vivi neste ano que passou. Desejo-vos o mesmo. Não desistam.


O "Adeus" de Tordo:    
  


       A "tristeza" expressa pelos Linda Martini:



A versão "Hollywoodesca" de Ricardo Oliveira:

 


A mais recente versão do tema pertence aos Amor Electro:

 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Distrações e queixumes no Jornal das 8

Não pude deixar de reparar na forma como Marcelo Rebelo de Sousa iniciou este Domingo o seu habitual comentário no "Jornal das 8". 

O professor, desconhecendo que já estava no ar, queixou-se do facto da produção não lhe ter disponibilizado o também habitual copo de água que costuma "ombrear" com as suas "torres de livros".  «Não me deram água hoje hã» apontou o comentador.

Judite Sousa disfarçou o momento brincando com a situação. Acontece em direto, ainda mais a Marcelo que tanto necessita de humedecer o aparelho vocal, tantas vezes castigado pelo próprio.

Menos desculpável foi a distração que antecedeu ao momento "do copo". Alguém da redação ou da produção deveria ter reparado no "intruso" que surgiu na última peça antes do comentário assinado pelo catedrático.  Um cursor de rato surgiu em campo durante metade da reportagem. A peça remetia-nos para uma iniciativa promovida pelo Coro do S. Carlos que "levou para a rua" uma obra de Verdi.


Reparem no circulo vermelho:



Fiquem com as "queixas" de Marcelo (lamento a qualidade do video, mas foi captado por uma câmara amadora):


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Silence 4: Um saudável regresso



Já tinha sido equacionado através de uma publicação na página do Facebook de David Fonseca, agora tornou-se certo: Os Silence 4 vão voltar aos palcos. O quarteto pop, que marcou o Portugal musical do novo milénium, aglomerando fãs de várias gerações e atingindo a quintupla platina, separou-se em 2001, dando a origem a uma nova estrela nacional. Mas nem só de David viveram os Silence 4 e o regresso deve-se em muito à causa da outra "front" da formação leiriense. Sofia Lisboa, vocalista da banda, viveu o pesadelo da leucemia e, recuperada, convidou a "malta" para voltar aos palcos.

É de facto um gesto de amor à vida, de amor à música, este o de voltar a querer pisar os palcos para apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Eu, que em criança muito os ouvi e contribui para "as platinas", vou sinceramente equacionar a minha ida ao antigo Pavilhão Atlântico para os rever. Ajudar os doentes oncológicos é outra nobre razão para o fazer. Lamento apenas o espaço que escolheram, pois aquele "armazém" compromete quase sempre o som dos que lá tocam. Mas isso já é outro assunto...

Em lisboa o concerto acontece a 5 de abril. Antes, a 29 de março, atuam no Multiusos de Guimarães.  


Fiquem com este clássico dos 90's "tugas" My Friends


domingo, 8 de dezembro de 2013

Vídeo da Semana: As visões e as ficções de Variações


Se estivesse vivo, António Variações, teria feito esta semana 69 anos. Um músico dotado de uma excentricidade e atitude ímpares. Muito à frente do seu tempo, desmontou um mundo de vícios, manias, amores e pecados em temas que marcam o Portugal musical do final do século XX. Muito já foi feito para o homenagear, todos se lembram dos Humanos, por exemplo. Espero até que para o próximo ano, o do 70º aniversário, façam ainda mais pela memória deste ícone pop português.

Não sabia como lhe prestar a minha homenagem, até que hoje, esbarrei com um documentário muito interessante sobre clássicos da música nacional e escolhi um excerto para "agrafar" a este post.

O vídeo faz parte da segunda de duas coletâneas, intituladas Voz & Guitarra, que englobam o melhor de alguns dos maiores clássicos escritos na nossa língua, grandes vozes da "nossa praça" e a sempre nobre companhia da guitarra.

Foi com grande contentamento que ví os Dead Combo juntarem-se à Márcia  para interpretar a rara Visões e Ficções do grande Variações. Algo que à partida não era de todo óbvio, mas que conjugado deu frutos. A química entre a cantora e o duo de cordas ficou bem expressa neste excerto de Voz & Guitarra 2, no qual dão a conhecer um tema desconhecido para muitos. A própria Márcia confessou desconhecê-lo antes de Tó Trips o ter escolhido para reinterpretarem.


Cliquem no vídeo para ouvir a adaptação de Visões e Ficções 
de Márcia e os Dead Combo


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Pedaços: O corpo e o medo (excerto)



Vídeo da Semana: Ajudemos a ajudar

Achei este anuncio do Banco Alimentar  de muito bom gosto. Simples, direto e com a carga sentimental que o, já velho, fenómeno televisão ainda é capaz de transmitir às "massas". Ver simples pacotes de arroz, leite ou massa, transformarem-se em presentes de natal tem de nos fazer refletir. 

O que para muitos pode ser um ingrediente mundano é para outros um bem praticamente inacessível. É por isso que acrescentar um pacote de arroz ao carrinho não faz diferença, pois como se diz à mesa: "há sempre lugar para mais um". No fundo, esta ideia está expressa n'O Bairro do Amor de Jorge Palma, cuja adaptação foi ótimamente usada no institucional televisivo."No bairro do amor a vida é um carrossel, onde há sempre lugar para mais alguém".

No último fim-de-semana foram recolhidas quase 3000 toneladas de géneros alimentares nos supermercados de norte a sul. Ainda há tempo para ajudar. Até ao próximo dia 8 podemos fazê-lo igualmente nos supermercados, adquirindo vales ou entregando bens às míticas "meninas dos saquinhos brancos". Pela a internet, basta acedermos ao site do Banco Alimentar.

Ajudemos a ajudar os que mais precisam. Mais do que não seja por não sabermos se um dia seremos nós a precisar de ajuda.