Maior do que qualquer discurso politico, promessa de amor não cumprida, o sonho de um "Futuro" consegue tornar-se, por vezes, o maior dos males. Talvez de braço dado com a esperança tão "esmurrada" em 2013.
Não, este não é mais um discurso derrotista de um recém-licenciado em vésperas de ano novo. Afinal desistir é dar a vitória ao ódio, ao medo, à dor, à desilusão "barata" e eu ainda quero voltar a cheirar jornais nos quais escrevi. Nem que de apenas breves se tratem os meus textos.
E ainda há o palco... mas isso são outros "carnavais".
Estou cheio de "Para quê?", "Deixa lá", "Logo se vê". Não suporto mais ouvir "isto está mau", principalmente quando sou eu a dizê-lo. Vivemos tempos de rotura, mas há que trocar este disco que parece "riscado".
Se tivesse que escolher a banda sonora para este meu 2013, escolheria Adeus Tristeza de Fernando Tordo. No final de contas o poema original do grande Ary dos Santos, é um espelho do que muitos sentiram este ano. A crua, formigante e imortal escrita de Ary fez deste tema uma obra sem dono. Ele é ,hoje, de todos aqueles que o cantem e sobretudo de todos os que o sentem, vivem. E é por isso que com mais ou menos letra, coladas ou não ao original, as versões somam-se.
Para 2014 apenas quero estar o mais forte, saudável e confiante possível para enfrentar o que aí vem. Quero dizer Adeus à tristeza e apenas lembrar-me das conquistas, alegrias, dos sorrisos, amores, das tardes solarengas e "banhos de lua" que também vivi neste ano que passou. Desejo-vos o mesmo. Não desistam.
O "Adeus" de Tordo:
A "tristeza" expressa pelos Linda Martini:
A versão "Hollywoodesca" de Ricardo Oliveira:
A mais recente versão do tema pertence aos Amor Electro:
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