Ribéry conquistou tudo o que havia para conquistar, é talvez uma injustiça mais do que justa o terceiro lugar que obteve. A antítese explica o fenómeno dos dois mortais, seus opositores, que constantemente contrariam a condição humana. A história agradece a genialidade de Ronaldo e Messi, o francês lamenta o facto. Nascesse ele noutra geração e o troféu dourado seria dele.
Talvez o bom senso colocaria Messi, que só fez meia época, atrás do internacional gaulês, mas aí estaria a dar prémios de consolação, que para o guerreiro francês soariam a pouco. Nada pode substituir o primeiro, o rei dos reis.
Desta feita o rei foi Ronaldo, o maior goleador, o mais trabalhador, o mais atlético, o mais veloz, o mais furioso, o mais forte. Messi é apenas o mais talentoso, o génio de rua criado em laboratório pelos problemas de crescimento que enfrentou na infância. Já todos o entenderam menos Blater, que não só deveria ler este post, como também deveria perceber que as lágrimas de Ronaldo não são de um "general" frio e mecânico, mas de um "bom menino" que qualquer pai gostaria de ter como filho.
Não nego a importância que o brasileiro teve para a história do futebol mas uma semana depois da morte de Eusébio da Silva Ferreira não é um pouco estranho a FIFA dar prémios honorários ao ex- internacional brasileiro e apenas 30 segundos de "videozinho" ao desaparecido avançado português? Parece que para os que gerem o futebol mundial o "King" é Pelé e Eusébio foi ali tratado abaixo de Ribéry.
Acho que só continuo a ver futebol pelo amor que tenho ao "jogo da bola e das duas balizas", porque caso contrário a desilusão já se teria apoderado do querer e do crer. Já não restam dúvidas de que a neblina é tanta que só não turva a visão aos mais atentos.
Gostaria ainda de deixar aqui o video de homenagem a Ronaldo que a RTP editou. O texto é magnifico.



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