Sei que ultimamente tenho escrito muito sobre futebol. Não quero focar-me só nesse universo, mas não pude ficar indiferente aos últimos acontecimentos. Depois da morte de Eusébio, da bola d'ouro de Ronaldo e da facciosa gala da FIFA eis que surge o regresso de Matic ao Chelsea.
Se há quem diga que o futebol é movido por emoções fortes, eu digo-vos que assim gostaria que fosse, mas não é. No fundo o que move este desporto não são os "wooooow" e os "goooolo", mas sim os milhões. A "pasta" dos grandes magnatas e das marcas que por acaso também são clubes.
Recuemos até 2009, Nemanja Matic, jovem sérvio, era transferido da modesta liga eslovaca para o milionário Chelsea, que já sem Mourinho procurava manter o nível exibicional de anos anteriores. Não se conseguiu afirmar, participou em poucos jogos e acabou por ser "despachado" por empréstimo para a Holanda. Um ano depois foi vendido ao Benfica, no meio de um negócio "da China" que envolvia a transferência de David Luiz para os blues.
Parece injusto que o homem que ajuda a moldar "estrelas" as perca, normalmente, no ano seguinte, mas o negócio dos milhões é mesmo assim. Para Vieira, e para os cofres do clube, interessa o lucro de 20 milhões, resultante da subtração dos 5 milhões pagos ao Chelsea em 2011. Para Jesus, a perda de mais uma peça do seu tabuleiro de jogo. «Se tivesse mantido todos os jogadores que tive desde que cheguei era campeão europeu». Afirmou o treinador do Benfica no final do jogo com o Porto, no último Domingo. Afirmou bem.
Num futuro próximo gostaria que a nossa pequena liga podesse segurar os "Hulkes" e os "Matic's" da vida. Sempre gostava de ver onde é que os colossos europeus iam buscar as estrelas. Ronaldo veio do Sporting, lembram-se? Como seria ter o melhor do mundo a jogar em Portugal?
Fiquem com um dos melhores golos de 2013,
que deu a Matic o segundo do lugar no prémio Fuskas:


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