Acho que não passou despercebida a praticamente ninguém a capa deste mês da mítica revista Rolling Stone. Já passaram por lá todos os tipos de agentes culturais, na sua maioria músicos, mas eis que em fevereiro de 2014 a redação ousa arriscar a imagem de um sumo pontífice.
O afamado Papa Francisco já tinha atingido o ponto máximo da vida de um católico apostólico romano, tinha conquistado fieis e alguns não fieis, mas agora tornou-se uma figura POP. Atrevo-me a dizê-lo porque apesar do argentino Jorge Mario Bergolio não ser um artista/ interprete/ super estrela, sabe como utilizar a sua posição social dentro da Igreja para exercer um poder de influência politica.
Desde acarinhar crianças, pessoas portadoras de deficiência, rejeitar os luxos dos típicos sapatos Prada vermelhos ou das vestes oponentes, Francisco está a chocar as massas. Isso é POP.
A "raça" e "las ganas" da América Latina estão a ajudá-lo a querer gerir do modo mais humano as contas do Vaticano e a impor a igualdade entre classes e o fim do flagelo da pedofilia, que afastou inúmeros fieis dos bancos de igreja. Está a reordenar a História, pretendendo acabar, vários séculos depois, com a idade média no catolicismo.
Lembra-me João Paulo II, pelo olhar doce, expressão experiente, e o "estar" comum de um avô. Mas tem mais força, e é essa que alimenta a esperança, ou se quiserem a fé, de que o Homem, o mundo desenvolvido, cada vez mais consumista, e a ideia de Deus, certa para uns, incrédula para outros, possam voltar a reunir-se. Veremos o que este "Mario" faz por "Nós".

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